PAISAGEM CAMPONESA: USO DO SOLO, AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ASSENTAMENTO MANDACARU EM PETROLINA
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.6181Palavras-chave:
Uso do Solo, Agroecologia, Paisagem Camponesa, Educação Ambiental, Ensino de Geografia, Práticas PedagógicasResumo
Este artigo analisa o uso do solo, o processo de resistência e as práticas agroecológicas no assentamento Mandacaru, localizado no município de Petrolina, no Vale do Rio São Francisco, no Sertão Pernambucano. A reforma agrária é compreendida como uma política de reestruturação fundiária voltada à promoção do bem-estar das famílias, do desenvolvimento local e da inclusão social. O estudo busca articular essas dinâmicas às práticas de Educação Ambiental e às possibilidades didático-pedagógicas voltadas à valorização de recursos naturais locais, considerando o potencial do solo como recurso educativo no ensino de Geografia, inclusive em estratégias sustentáveis como a produção de tintas ecológicas. Os usos do espaço no assentamento apresentam caráter coletivo, e a agroecologia contribui para a construção da identidade dos sujeitos, fortalecendo vínculos com o lugar e favorecendo a mediação de conflitos. Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se no materialismo histórico-dialético, com abordagem qualitativa, utilizando levantamento bibliográfico, visitas in loco e entrevistas. Os resultados evidenciam que o solo, além de sua função produtiva, constitui elemento central da paisagem e apresenta potencial para subsidiar práticas educativas sustentáveis, contribuindo para a formação crítica e para o fortalecimento da Educação Ambiental no ensino de Geografia.
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