EDUCAÇÃO POPULAR E ENVELHECIMENTO: SABERES, RESISTÊNCIA E EMANCIPAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PESSOAS IDOSAS
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.5838Palavras-chave:
Educação Popular, Envelhecimento, Emancipação, SaberesResumo
O envelhecimento populacional impõe desafios estruturais às políticas educacionais, exigindo abordagens que reconheçam as pessoas idosas como sujeitos históricos, cognitivos e políticos. Nesse contexto, a educação popular emerge como uma estratégia formativa capaz de articular saberes da experiência, participação crítica e processos de emancipação social. O problema de pesquisa que orienta este estudo consiste em compreender de que maneira as práticas de educação popular contribuem para a formação integral das pessoas idosas, fortalecendo resistências simbólicas ao idadismo e ampliando sua agência social. O objetivo geral é analisar os impactos formativos, cognitivos e sociopolíticos da educação popular no envelhecimento, considerando os saberes construídos ao longo da vida como fundamento epistemológico do processo educativo. Adota-se uma abordagem qualitativa, de caráter analítico e interpretativo, baseada em uma revisão teórica sistematizada e na análise crítica de experiências educativas dirigidas às pessoas idosas em contextos comunitários. Os resultados evidenciam que a educação popular favorece a ressignificação do envelhecimento, promove a valorização da memória social, estimula a participação coletiva e fortalece a autonomia intelectual dos sujeitos envolvidos. Conclui-se que a educação popular, ao reconhecer as pessoas idosas como produtoras de conhecimento, constitui um campo estratégico para políticas educacionais inclusivas, democráticas e socialmente comprometidas, contribuindo para trajetórias de envelhecimento ativo, digno e emancipado
Referências
ALCÂNTARA, Alexandre de Oliveira; CAMARANO, Ana Amélia; GIACOMIN, Karla Cristina. Política nacional do idoso: velhas e novas questões. Rio de Janeiro: Ipea, 2020.
ALMEIDA, Aline Rodrigues; SILVA, Severino Bezerra da; NASCIMENTO, Gabriel Alves; MACHADO, Charliton José dos Santos. A educação enquanto experiência comunitária e a Escola Viva Olho do Tempo: o circular de saberes como prática alternativa inovadora. HOLOS, Natal, v. 2, p. 1–17, 2021.
ARROYO, Miguel González. Currículo, território em disputa. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2020.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. 18. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 11. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.
BRASIL. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2003.
CAMARANO, Ana Amélia. Novo regime demográfico: uma nova relação entre população e desenvolvimento? Rio de Janeiro: Ipea, 2020.
CAMARANO, Ana Amélia; FERNANDES, Daniele. Envelhecimento populacional, mercado de trabalho e políticas públicas. Revista Brasileira de Estudos de População, Rio de Janeiro, v. 37, p. 1–22, 2020.
DEBERT, Guita Grin. A reinvenção da velhice: socialização e processos de reprivatização do envelhecimento. 3. ed. São Paulo: Edusp, 2022.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GADOTTI, Moacir. Educação popular, educação social, educação comunitária. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2021.
GOHN, Maria da Glória. Educação não formal e o educador social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2020.
HADDAD, Sérgio. Educação de jovens, adultos e idosos: desafios contemporâneos. São Paulo: Ação Educativa, 2021.
LIMA, Fernanda de Souza; FALEIROS, Vicente de Paula. Envelhecimento, políticas públicas e educação ao longo da vida. Revista Kairós-Gerontologia, São Paulo, v. 25, n. 1, p. 45–62, 2022.
NERI, Anita Liberalesso. Palavras-chave em gerontologia. 5. ed. Campinas: Alínea, 2021.
OLIVEIRA, Rita de Cássia da Silva; SCORTEGAGNA, Paola Andressa. Educação e envelhecimento: desafios da educação ao longo da vida. Educação & Sociedade, Campinas, v. 42, p. 1–18, 2021.
PEREIRA, Fabíola Andrade. Educação de pessoas idosas: um estudo de caso da Universidade da Maturidade no Tocantins. João Pessoa: Editora Universitária, 2016.
PEREIRA, Fabíola Andrade. Entre saberes e vivências: a Universidade da Maturidade como espaço de aprendizagem ao longo da vida. Curitiba: CRV, 2025.
SANTOS, Boaventura de Sousa. A cruel pedagogia do vírus. Coimbra: Almedina, 2020.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Educação, sujeito e historicidade. São Paulo: Cortez, 2019.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Submeto (emos) o presente trabalho, texto original e inédito, de minha (nossa) autoria, à avaliação de Veredas do Direito - Revista de Direito, e concordo (amos) que os direitos autorais a ele referentes se tornem propriedade exclusiva da Revista Veredas, sendo vedada qualquer reprodução total ou parcial, em qualquer outra parte ou outro meio de divulgação impresso ou eletrônico, dissociado de Veredas do Direito, sem que a necessária e prévia autorização seja solicitada por escrito e obtida junto ao Editor-gerente. Declaro (amos) ainda que não existe conflito de interesse entre o tema abordado, o (s) autor (es) e empresas, instituições ou indivíduos.
Reconheço (Reconhecemos) ainda que Veredas está licenciada sob uma LICENÇA CREATIVE COMMONS:
Licença Creative Commons Attribution 3.0



