SAÚDE PÚBLICA DIANTE DA FRAGILIDADE INSTITUCIONAL: DESAFIOS PARA A CAPACIDADE DE RESPOSTA DOS SISTEMAS DE SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.5768Palavras-chave:
Saúde Pública, Capacidade de Resposta, Fragilidade Institucional, Sistemas de Saúde, Políticas de Saúde, Crises SanitáriasResumo
Considerando a crescente complexidade dos sistemas de saúde e a persistência de fragilidades institucionais que limitam sua capacidade de resposta frente a crises sanitárias, problematiza-se de que maneira esses elementos influenciam o desempenho dos sistemas em contextos contemporâneos. Objetiva-se analisar a saúde pública diante da fragilidade institucional, com foco nos desafios para a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. Para tanto, procede-se a uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter teórico-analítico, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, BVS e Scopus, além de documentos institucionais, resultando na seleção final de sete estudos após aplicação dos critérios de elegibilidade. Desse modo, observa-se que a fragilidade institucional se expressa na desarticulação entre governança, financiamento, organização dos serviços e sistemas de informação, comprometendo a coordenação das ações, a continuidade do cuidado e a resposta a emergências sanitárias. Evidenciam-se ainda limitações na integração interfederativa, fragmentação da rede assistencial e insuficiência de planejamento estratégico. O que permite concluir que o fortalecimento da capacidade de resposta dos sistemas de saúde depende da integração entre governança, financiamento adequado, qualificação da gestão e organização eficiente dos serviços, sendo necessário superar fragilidades institucionais para garantir maior efetividade, equidade e resiliência no sistema de saúde.
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