ESTRATÉGIAS NANOTECNOLÓGICAS ASSOCIADAS À POLILAMININA NA REGENERAÇÃO DA MEDULA ESPINHAL DE PESSOAS ACOMETIDAS COM PARAPLEGIA: REVISÃO ESCOPO
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.5195Palavras-chave:
Lesão Medular, Paraplegia, Polilaminina, Nanotecnologia, Regeneração NeuralResumo
OBJETIVO: Mapear e analisar as evidências científicas acerca da aplicação de estratégias nanotecnológicas associadas à polilaminina na regeneração da medula espinhal e na recuperação funcional de pessoas com paraplegia decorrente de lesão medular. MÉTODOS: Revisão de escopo produzida em 2026, conduzida conforme diretrizes do Joanna Briggs Institute e recomendações PRISMA. Utilizou-se o mnemônico PCC, considerando: população (pessoas com paraplegia por lesão medular), conceito (estratégias regenerativas associadas à polilaminina) e contexto (neuroregeneração medular). A pergunta norteadora foi: “Quais são as evidências científicas acerca da eficácia das estratégias nanotecnológicas associadas à polilaminina na regeneração da medula espinhal e na recuperação funcional de pessoas acometidas por paraplegia?”. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Medline, Scopus, Embase e Cochrane Library, além da literatura cinzenta no Google Acadêmico. Incluíram-se estudos completos, de acesso livre, publicados nos últimos cinco anos, em todos os idiomas, envolvendo estratégias regenerativas aplicadas à lesão medular. Excluíram-se estudos sem relação direta com regeneração medular ou paraplegia. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram incluídos 12 estudos, predominando investigações experimentais e pré-clínicas que evidenciaram que biomateriais nanoengenheirados associados à polilaminina favorecem regeneração axonal, reconexão sináptica e recuperação funcional progressiva. Nanohidrogéis, scaffolds eletrofiados, nanofibras alinhadas e sistemas de liberação controlada demonstraram capacidade de modular o microambiente lesional, reduzir neuroinflamação e limitar a formação da cicatriz glial. Evidências translacionais indicam recuperação locomotora em modelos de paraplegia e avanço regulatório para ensaios clínicos iniciais em humanos, evidenciando transição do campo experimental para aplicação clínica potencial. CONCLUSÃO: A associação entre polilaminina e nanotecnologia apresenta elevado potencial neuroregenerativo, atuando de forma multimodal na reconstrução neural após lesão medular. Apesar dos avanços translacionais, persistem lacunas relacionadas à padronização metodológica e à escassez de ensaios clínicos controlados, sendo necessários estudos multicêntricos para consolidação terapêutica
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