HIDRELÉTRICAS E TERRITÓRIOS TRADICIONAIS EM RONDÔNIA: INDÍCIOS DE REPRODUÇÃO DO CIRCUITO INFERIOR DA ECONOMIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18623/rvd.v22.2863

Resumo

Rondônia é resultado de diversas intervenções em seu território desde o século XIX. Contudo, os conflitos intensificaram-se na região a partir de 1960, quando a migração foi estimulada sob o slogan “terra sem homens para homens sem-terra”, sendo a população local vista como “atrasada”. Tais processos migratórios alteraram a reprodução do capital no espaço, com alteração de uso ou das manufaturas e uso de mão de obra. O estado também foi alvo de diversos projetos de desenvolvimento territorial: ciclo de extração da borracha e da madeira, garimpos, Polonoroeste, Planafloro e, mais recentemente, projetos hidrelétricos que produziram alterações nas dinâmicas econômicas positivas no circuito superior da economia, não tendo gerado impactos positivos no ciclo inferior da economia. A construção de hidrelétricas deixou os territórios afetados em situação pior que antes de sua construção (bust). O deslocamento compulsório alterou negativamente os aspectos sociais e econômicos, uma vez que a limitação ou impossibilidade de acesso ao rio desencadeou uma série de perdas econômicas e simbólicas. O panorama dessas perdas é o foco deste trabalho, a partir do estudo das comunidades Cujubinzinho e Nova Mutum-Paraná, por meio de entrevistas em diferentes momentos, ao longo de uma década.

Biografia do Autor

Neiva Araujo, Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

Doutora em Desenvolvimento Regional & Meio Ambiente pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho/RO, Brasil, com período sanduíche na University of Florida (UFL), Gainesville, Estados Unidos. Mestra em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul/RS, Brasil. Graduada em Direito pela UNISC. Professora adjunta da UNIR. Líder do grupo de pesquisa Direito, Território & Amazônia (DITERRA). Integrante da Amazon Dams Network (ADN/RBA).

Artur Moret, Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

Pós-Doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro/RJ, Brasil. Doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas/SP, Brasil. Mestre em Ensino de Ciências (modalidades Física, Química e Biologia) pela Universidade de São Paulo (USP), São Paulo/SP, Brasil. Especialista em Matemática Superior pela Fundação Educacional Severino Sombra (FESS), Vassouras/RJ, Brasil. Graduado em Física pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói/RJ, Brasil. Professor titular da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho/RO, Brasil. Docente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da UNIR, em níveis de Mestrado e Doutorado.

Mineia Caprstrano da Luz, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Mestra em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho/RO, Brasil. Especialista em Metodologia do Ensino Superior pela Faculdade Interamericana de Porto Velho (UNIRON), Porto Velho/RO, Brasil. Graduada em Jornalismo pela UNIRON. Assessora de comunicação no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Brasília/DF, Brasil.

Publicado

2025-08-06

Como Citar

Araujo, N., Moret, A., & Capistrano da Luz, M. (2025). HIDRELÉTRICAS E TERRITÓRIOS TRADICIONAIS EM RONDÔNIA: INDÍCIOS DE REPRODUÇÃO DO CIRCUITO INFERIOR DA ECONOMIA. Veredas Do Direito , 22(1), e222863. https://doi.org/10.18623/rvd.v22.2863