MEDIAÇÃO AMBIENTAL E O PROCESSO CIVIL: INSTRUMENTOS EXTRAJUDICIAIS E JUDICIAIS DE PROTEÇÃO ECOLÓGICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18623/rvd.v22.2665

Resumo

Este artigo propõe uma análise do contexto político-jurídico da governança ambiental como uma ferramenta crucial na execução e efetivação do regime constitucional ecológico por meio do Poder Judiciário. Busca-se investigar se a mediação, prevista no CPC, pode ser utilizada como instrumento extrajudicial e judicial de proteção ecológica. A mediação, a partir da superação da concepção liberal-individualista em favor do reconhecimento crescente de demandas sociais de natureza plural e coletiva, acompanhada pela massificação das demandas e pela hiperjudicialização, passa a desempenhar um papel cada vez mais destacado nos conflitos ambientais. É importante observar, ainda, que, especialmente quando uma das partes envolvidas é uma pessoa jurídica de direito público, a mediação recebe tratamento específico em um capítulo da Lei n. 13.140/15. Diante desse panorama, torna-se cada vez menos sustentável a visão do Sistema de Justiça como meramente um “Sistema de Acesso ao Poder Judiciário”. No contexto político-jurídico atual, esse sistema transcende essa definição, abrangendo a própria condição jurídica da cidadania no Brasil. Por fim, este trabalho utilizou o método dedutivo, buscando, a partir de pesquisa bibliográfica, demonstrar que as instituições devem, sempre que possível, adotar a rota da resolução extrajudicial de conflitos e facilitar o acesso à informação, garantindo, assim, direitos fundamentais, incluindo o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Biografia do Autor

Adriana Fasolo Pilati, Universidade de Passo Fundo (UPF)

Doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis/SC, Brasil. Mestra em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Porto Alegre/RS, Brasil. Especialista em Direito Civil e Processo Civil pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), São Leopoldo/RS, Brasil. Graduada em Direito pela Universidade de Passo Fundo (UPF), Passo Fundo/RS, Brasil. Docente titular da Faculdade de Direito da UPF. Advogada.

Cristiny Mroczkoski Rocha, União das Faculdades Integradas de Negócios (UNIFIN)

Mestra em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), São Leopoldo/RS, Brasil. Especialista em Direito do Estado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre/RS, Brasil. Especialista em Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (Verbo Jurídico/UNIASSELVI), Novo Hamburgo/RS, Brasil. Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Porto Alegre/RS, Brasil. Professora da União das Faculdades Integradas de Negócios (UNIFIN), Porto Alegre/RS, Brasil.

James Fernández Cardozo, Universidad Seccional Gratuita de Cali

Doutor em Humanidades pela Universidad del Valle (UNIVALLE), Cali, Colômbia. Mestre em Filosofia pela UNIVALLE. Especialista em Direito Administrativo pela Universidad Santiago de Cali (USC), Cali, Colômbia. Especialista em Docência Universitária pela USC. Graduado em Direito pela UCS. Professor na Universidad Seccional Gratuita de Cali, Cali, Colômbia.

Publicado

2025-02-28

Como Citar

Fasolo Pilati, A., Mroczkoski Rocha, C. ., & Fernández Cardozo , J. (2025). MEDIAÇÃO AMBIENTAL E O PROCESSO CIVIL: INSTRUMENTOS EXTRAJUDICIAIS E JUDICIAIS DE PROTEÇÃO ECOLÓGICA. Veredas Do Direito , 22(1), e222665. https://doi.org/10.18623/rvd.v22.2665