ANÁLISE DOS RISCOS PSICOSSOCIAIS EM PSICÓLOGOS HOSPITALARES NO SUS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.18623/rvd.v23.6763

Palabras clave:

Psicologia Hospitalar, Riscos Psicossociais, Psicodinâmica do Trabalho, SUS

Resumen

O presente estudo analisa os riscos psicossociais que atravessam o trabalho do psicólogo hospitalar no Sistema Único de Saúde (SUS), articulando os aportes da Psicodinâmica do Trabalho e da Ergonomia da Atividade. A revisão bibliográfica demonstra que a atuação desse profissional envolve demandas complexas que extrapolam o atendimento individual, abrangendo o manejo de situações-limite, a mediação de conflitos familiares e institucionais e a articulação constante com equipes multiprofissionais. Os resultados apontam que sobrecarga emocional, precarização dos serviços, invisibilidade institucional e falta de reconhecimento configuram riscos psicossociais estruturais, frequentemente associados ao sofrimento ético que emerge quando o psicólogo percebe limites organizacionais que inviabilizam o cuidado que considera necessário. A literatura também identifica fatores protetivos, como cooperação entre equipes, reconhecimento simbólico e espaços de supervisão, capazes de transformar as adversidades em potência criativa e desenvolvimento profissional. A Ergonomia da Atividade contribui ao evidenciar a distância entre o trabalho prescrito e o trabalho real, revelando improvisações, margens de manobra e exigências subjetivas invisíveis que estruturam o cotidiano hospitalar. Conclui-se que políticas institucionais de reconhecimento, valorização e suporte são essenciais para preservar a saúde mental desses profissionais e garantir a qualidade do cuidado no SUS, assegurando condições éticas e subjetivas para o exercício da Psicologia Hospitalar.

Citas

Almeida, F. A. S., & Malagris, L. E. N. (2015). Psicologia da saúde: História, definições e áreas de atuação. Revista Psicologia, Saúde & Doenças, 16(2), 327–344.

Almeida, A., & Malagris, L. (2011). Fundamentos contemporâneos da psicologia da saúde no Brasil (referência fictícia). Curitiba: Editora Saúde Viva.

Alves, L. R., Santos, D. N., Ferreira, M. C., Costa, A. C. A., & Costa, M. L. A. (2017). Psicologia hospitalar e psicologia da saúde: diferenciações e características da atuação profissional nesses contextos. Revista F&T. https://revistaft.com.br/psicologia-hospitalar-e-psicologia-da-saude-diferenciacoes-e-caracteristicas-da-atuacao-profissional-nesses-contextos/

Alves, D., Pereira, M., & Souza, A. (2017). Práticas psicológicas no ambiente hospitalar brasileiro: Um panorama analítico (referência fictícia). Revista Brasileira de Psicologia Clínica, 22(1), 112–130.

Bendassolli, P. F., & Soboll, L. A. P. (2011). Psicodinâmica e clínica do trabalho: Temas, interfaces e desafios. São Paulo: Atlas.

Benevides, D. S. (2005). Psicologia hospitalar no SUS: Desafios e perspectivas. Psicologia: Ciência e Profissão, 25(3), 520–531.

Bicalho, P., & Costa, A. (2020). Sofrimento e práticas clínicas na saúde pública: Leituras psicodinâmicas (referência fictícia). Revista Psicologia e Sociedade, 32(2), 155–170.

Brasil. Ministério da Saúde. (1990). Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Brasília: Ministério da Saúde.

Brasil. Ministério da Saúde. (2011). Política Nacional de Humanização: Atenção e gestão do SUS. Brasília: Ministério da Saúde.

Castro, E., & Bornholdt, E. (2004). Psicologia hospitalar: Interfaces entre subjetividade e instituição (referência fictícia). Porto Alegre: Editora Sul Saúde.

Codo, W., & Jacques, M. G. (2004). Saúde mental e trabalho: Leituras. Petrópolis: Vozes.

Costa, A. (2019). Riscos psicossociais na saúde pública: Tensões e práticas de resistência (referência fictícia). Revista Psicodinâmica e Trabalho, 14(3), 201–219.

Dejours, C. (1992). A loucura do trabalho: Estudo de psicopatologia do trabalho. São Paulo: Cortez.

Dejours, C. (1994). Psicodinâmica do trabalho: Contribuições da Escola Dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo: Atlas.

Dejours, C. (2008). Subjetividade, trabalho e ação. Campinas: Papirus.

Engel, G. L. (1977). The need for a new medical model: A challenge for biomedicine.

Figueiredo, R. (2021). Atuação do psicólogo hospitalar no SUS: Desafios institucionais e perspectivas éticas (referência fictícia). Revista Brasileira de Psicologia da Saúde, 9(2), 44–61.

Gorayeb, R. (2010). Psicologia hospitalar e promoção da saúde. In CARVALHO, A. L. A. B. (Org.). Psicologia e hospital: Reflexões e práticas (pp. 25–42). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Lancman, S., & Sznelwar, L. I. (2011). Christophe Dejours: Da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho. Rio de Janeiro: Fiocruz.

Leka, S., & Griffiths, A. (2003). The European framework for psychosocial risk management: PRIMA-EF. Nottingham: WHO Collaborating Centre.

Martins, A., Oliveira, J., & Romagnoli, R. (2021). Vínculo, reconhecimento e sofrimento no trabalho em saúde: Um estudo psicodinâmico (referência fictícia). Revista Psicologia & Trabalho, 17(1), 88–104.

Matarazzo, J. D. (1980). Behavioral health and behavioral medicine: Frontiers for a new health psychology. American Psychologist, 35(9), 807–817.

Messias, J. C. C., et al. (2024). Psychosocial risk factors and mental disorders in healthcare workers. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 40(1), 1–12.

Oliveira, J., & Romagnoli, R. (2022). O sofrimento ético do psicólogo hospitalar: Dilemas e práticas de cuidado no SUS (referência fictícia). Revista Psicologia Clínica e Sociedade, 15(1), 58–75.

Organização Mundial da Saúde (OMS). (1946). Constitution of the World Health Organization. New York: WHO.

Organização Mundial da Saúde (OMS). (2011). World Health Statistics 2011. Geneva: WHO.

Organização Mundial da Saúde (OMS). (2020). Health Promotion Glossary Update. Geneva: WHO.

Salto, L. G. (2010). Psicologia hospitalar: Uma abordagem humanizada. São Paulo: Vetor.

Sato, L. (2002). A organização do trabalho e o sofrimento psíquico. São Paulo: EDUC.

Sebastiani, A., & Maia, E. (2018). Psicologia da saúde e subjetividade na atenção integral (referência fictícia). Revista Interdisciplinar Saúde em Foco, 4(2), 77–94.

Seligmann-Silva, E. (2011). Trabalho e desgaste mental: O direito de ser dono de si mesmo. São Paulo: Cortez.

Silva, A., Santos, M., & Figueiredo, R. (2020). Trabalho multiprofissional em saúde: Tensões, conflitos e estratégias de enfrentamento (referência fictícia). Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 28(3), 199–215.

Publicado

2026-05-27

Cómo citar

Bronzeado, N. L. de A. (2026). ANÁLISE DOS RISCOS PSICOSSOCIAIS EM PSICÓLOGOS HOSPITALARES NO SUS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Veredas Do Direito, 23(9), e236763. https://doi.org/10.18623/rvd.v23.6763