TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS): IMPACTOS DA SAÚDE DIGITAL NA EQUIDADE DO ACESSO, NA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA E NOS DESFECHOS CLÍNICOS EM POPULAÇÕES VULNERÁVEIS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.6309Palabras clave:
Saúde Digital, Transformação Digital, SUS, Equidade em Saúde, Populações Vulneráveis, TelemedicinaResumen
Este artigo analisa os impactos da transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) sobre a equidade do acesso, a qualidade da assistência e os desfechos clínicos em populações vulneráveis no Brasil. A partir de revisão narrativa da literatura, produzida principalmente entre 2021 e 2026 em bases como SciELO, PubMed, BVS e periódicos nacionais, examina-se como a incorporação de tecnologias digitais, em especial a telemedicina, os prontuários eletrônicos, os aplicativos de saúde e a inteligência artificial, reconfigura os modos de produção do cuidado no setor público. O estudo discute as potencialidades dessas ferramentas para ampliar o acesso a populações historicamente excluídas dos serviços especializados, como moradores de regiões rurais, povos indígenas, populações ribeirinhas e grupos em situação de pobreza, ao mesmo tempo em que problematiza as barreiras estruturais que limitam os benefícios da digitalização, sobretudo a exclusão digital, a infraestrutura precária e a insuficiência de letramento tecnológico. Os resultados indicam que a saúde digital tem produzido ganhos documentáveis em acesso e resolubilidade, mas que os efeitos sobre a equidade dependem, de forma decisiva, de políticas públicas intersetoriais que enfrentem as desigualdades digitais antes de ampliar a dependência dos serviços de saúde em relação às plataformas tecnológicas. Conclui-se que a transformação digital, para cumprir os princípios fundadores do SUS, precisa ser conduzida com critérios de equidade, governança democrática dos dados e participação social.
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