REFLEXÕES SOBRE A (PRECARIZAÇÃO) DA FORMAÇÃO DOCENTE NO BRASIL NA PERSPECTIVA DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.6190Palabras clave:
Formação Docente, História da Formação Docente, Formação Docente no Brasil, Precarização da Formação Docente, História da EducaçãoResumen
A História da Profissão Docente no Brasil confunde-se com nossas origens coloniais ocidentais. Ao pensarmos em educação formal, formatada a partir do referencial europeu, no Brasil existe atuação de professores desde 1549, quando junto com Tomé de Sousa, primeiro governador-geral, aportaram os primeiros missionários jesuítas, liderados por Manuel da Nóbrega. Destarte a precocidade da implementação do processo de escolarização no Brasil, o que não se organizou com antecedência neste território foi a formação docente, teve-se que esperar até o sec. XVIII, com as Reformas Pombalinas para exigência legal do exercício do magistério nos territórios lusitanos, onde estava incluso Brasil. Após 1822, ocorreu a implementação da Lei da Instrução Pública (1827), houve ordenamento quanto ao método de ensino Lancaster, mas não fez exigências quanto à formação mínima para lecionar, continuou assim até fins do séc. XIX, quando as Escolas Normais conseguiram enfim se estabelecer como espaços de formação docente no país. Verificamos a trajetória histórica da educação formal no Brasil, e, analisando referências bibliográficas e legislações, desde o período colonial até o tempo presente, a partir dos aportes analíticos da História da Educação empreendeu-se reflexões, compreendendo os elementos históricos, configurações que fortaleceram no país o cenário sociocultural e econômico da atual precarização da formação docente.
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