INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ESCRITA CIENTÍFICA. DESAFIOS ÉTICOS, AUTORIA RESPONSÁVEL E REGULAÇÃO EDITORIAL NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.6130Palabras clave:
Inteligência Artificial, Ética Científica, Autoria, Normatização Editorial, Integridade AcadêmicaResumen
Objetivo: O objetivo deste estudo é investigar as lacunas éticas e normativas associadas ao uso da Inteligência Artificial (IA) na escrita científica, analisando como docentes, pesquisadores e periódicos brasileiros têm incorporado essas tecnologias e quais diretrizes éticas orientam seu uso. Referencial Teórico: A pesquisa fundamenta-se nos conceitos de ética científica, tecnoética e autoria responsável, dialogando com as contribuições de Círico (2024), Machado (2024), Goulart e Araújo (2024) e Figueiredo et al. (2025). Esses autores discutem a necessidade de alinhar inovação tecnológica e integridade acadêmica, reforçando a importância da transparência e da responsabilidade humana na produção de conhecimento mediada por IA. Método: Adotou-se uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva. O estudo envolveu análise documental de 15 revistas científicas brasileiras e aplicação de questionário a 30 docentes e pesquisadores. A interpretação dos dados foi conduzida pela técnica de Análise de Conteúdo de Bardin (2011), com categorização em quatro eixos: ética e integridade científica, autoria e responsabilidade, normatização editorial e contexto da pesquisa científica no Brasil. Resultados e Discussão: Os resultados revelam ausência de políticas institucionais consolidadas sobre o uso ético da IA, desconhecimento generalizado quanto à forma de declarar seu uso e falta de padronização nas normas editoriais nacionais. Apenas 20% das revistas analisadas mencionam a IA em suas diretrizes, e 68% dos participantes afirmam não saber como declarar o uso dessas ferramentas. Apesar disso, observa-se crescente reconhecimento da necessidade de diretrizes éticas e da responsabilidade humana sobre os resultados produzidos com apoio da IA. Implicações da Pesquisa: O estudo contribui para o fortalecimento da cultura de integridade científica no Brasil, apontando caminhos para a criação de políticas e formações institucionais voltadas à ética digital e à transparência na pesquisa. Originalidade/Valor: Este trabalho inova ao integrar percepções empíricas, análise documental e reflexão ética sobre o uso da IA na escrita científica, propondo uma base para futuras diretrizes nacionais que conciliem inovação tecnológica, autoria humana e responsabilidade científica.
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