EFICIÊNCIA TÉRMICA E CINÉTICA DE INATIVAÇÃO DA E. COLI EM PASTEURIZADOR SOLAR APLICADO AO TRATAMENTO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.5825Palabras clave:
Pasteurização Solar, Águas Subterrâneas, Inativação Microbiana, Modelos Cinéticos, Saneamento DescentralizadoResumen
A escassez de água potável e a contaminação microbiológica de águas subterrâneas representam desafios significativos à saúde pública, especialmente em regiões com infraestrutura limitada de saneamento. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficiência térmica e a cinética de inativação microbiológica de um pasteurizador solar aplicado ao tratamento de águas subterrâneas. Os experimentos foram realizados no campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco, entre abril e julho de 2025, sob irradiância solar variando entre 5,2 e 5,6 kWh/m². O sistema operou por escoamento gravitacional, promovendo aquecimento progressivo da água por meio de coletor solar térmico. A temperatura foi monitorada por 300 minutos, atingindo valores entre 65 °C e 68 °C após 180–240 minutos de exposição. A análise microbiológica, realizada pelo método do Número Mais Provável (NMP), indicou redução logarítmica média de 2,15 log e completa inativação de coliformes termotolerantes, incluindo Escherichia coli, quando a temperatura ultrapassou 65 °C. A cinética de inativação foi avaliada por meio dos modelos log-linear, Weibull e bifásico, sendo este último o que apresentou melhor ajuste aos dados experimentais (menor RMSE). A eficiência térmica variou entre 7,9% e 8,9%. Os resultados demonstram que a pasteurização solar constitui alternativa tecnicamente viável para o tratamento descentralizado de água em regiões com elevada disponibilidade de radiação solar.
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