A INFLUÊNCIA DAS MARCAS NO COMPORTAMENTO DOS CONSUMIDORES: UM ESTUDO QUASE ETNOGRÁFICO
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.6552Keywords:
Comportamento do Consumidor, Subjetividade Consumo, Etnografia do ConsumoAbstract
O presente estudo tem como objetivo aprofundar a discussão sobre conhecimentos acerca do valor simbólico das marcas e como essa simbologia influencia o comportamento dos consumidores. Buscou-se a partir de um estudo quase etnográfico demonstrar como o valor simbólico das marcas traz significado para o consumo e como o consumo influencia a interação social pela individuação, e socialização por intermédio da subjetividade do consumo. Foi verificado que a subjetividade do significado de se consumir um ou outro produto influencia e é influenciada pelo comportamento individual e coletivo. As marcas comunicam o pertencimento social e demarcam semelhanças e dessemelhanças entre indivíduos e grupos sociais, funcionam como recurso simbólico da formação do “eu” quando são usadas pelo consumidor nas interações sociais e somente são significadas quando seus signos são usados pelos consumidores em suas interações sociais.
References
Aaker, D. A. (1996). Criando e administrando marcas de sucesso. Futura.
Balzac, H. (1952). A comédia humana (Vol. 3). Biblioteca dos Séculos / Ed. Globo.
Baudrillard, J. (1993). O sistema dos objetos. Perspectiva.
Baudrillard, J. (2010). Sociedade de consumo (A. Mourão, Trad.). Edições 70.
Berger, L., & Luckmann, T. (1966). The social construction of reality: A treatise in the sociology of knowledge. Doubleday.
Bourdieu, P. (1977). Outline of a theory of practice (R. Nice, Trans.). Cambridge University Press.
Bourdieu, P. (1990). The logic of practice (R. Nice, Trans.). Stanford University Press.
Bourdieu, P. (2000). Pascalian meditations (R. Nice, Trans.). Stanford University Press.
Brandini, V. (2007). Por uma etnografia das práticas de consumo. Revista Comunicação Mídia e Consumo, 4(9), 153–170.
Campbell, C. (n.d.). A ética romântica e o espírito do consumismo moderno. Rocco.
Casotti, L. (1998). Marketing moderno e consumidor pós-moderno? In Anais do 22º ENANPAD. Foz do Iguaçu.
Crochíck, J. L. (1998). Os desafios atuais do estudo da subjetividade na Psicologia. Psicologia USP, 9(2), 1–9. http://professor.ucg.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/7573/material/SUBJETIVIDADE_teoria_critica.pdf
de Chernatony, L., & McDonald, M. H. B. (1998). Creating powerful brands (2nd ed.). Butterworth-Heinemann.
de Toni, D., Zielke, S., & Mazzon, J. A. (2023). A influência do conhecimento da marca e dos níveis de preço no comportamento de compra. ReMark – Revista Brasileira de Marketing, 22(2), 469–536.
Douglas, M., & Isherwood, B. (2006). O mundo dos bens: Para uma antropologia do consumo. UFRJ.
Durkheim, É. (1970). Representações individuais e representações coletivas. In Sociologia e filosofia. Forense.
Farias, V. M. (2010). Gestão estratégica de marcas para inserção no mercado externo: Um estudo comparativo de casos no setor alimentício mineiro [Master’s thesis, Faculdade Pedro Leopoldo]. http://www.fpl.edu.br/2013/media/pdfs/mestrado/dissertacoes_2010/dissertacao_valcir_farias_2010.pdf
Farias, V. M. (2014). Comportamento do consumidor em um mundo em constante mudança. In Anais do Congresso Internacional de Administração. Ponta Grossa, PR.
Farias, V. M. (2022). Consumers’ perceptions of the role of the marketing system in subjective well-being. Markets, Globalization & Development Review, 6(4). https://doi.org/10.23860/MGDR-2021-06-04-02
Firat, F., & Venkatesh, A. (1995). Liberatory postmodernism and the reenchantment of consumption. Journal of Consumer Research, 22(3).
Fullerton, R. A., & Punj, G. (1998). The unintended consequences of the culture of consumption: An historical-theoretical analysis of consumer misbehavior. Consumption, Markets & Culture, 1(4).
Kapferer, J.-N. (2003). As marcas: Capital da empresa. Bookman.
Keller, K. L. (2003). Strategic brand management: Building, measuring, and managing brand equity (2nd ed.). Prentice-Hall.
Koch, I. V. (2003). A inter-ação pela linguagem (8th ed.). Contexto.
Levy, S. (1959). Symbols for sale. Harvard Business Review, July–August.
Machado, L. D. (1999). Subjetividades contemporâneas. In M. E. Barros (Org.), Psicologia: Questões contemporâneas. EDUFES. http://www.ufes.br/ppgpsi/files/livros/Subjetividades%20contempor%C3%A2neas.pdf
Marcuse, H. (1967). A ideologia da sociedade industrial. Jorge Zahar.
Marx, K. (2005). O capital. Centauro Editora.
Mauss, M. (2003). Ensaio sobre a dádiva: Forma e razão da troca nas sociedades arcaicas. In Sociologia e antropologia. EPU.
Orlandi, E. P., Guimarães, E., & Tarallo, F. (2009). O estranho espelho da análise do discurso. In J. J. Courtine, Análise do discurso político – o discurso comunista endereçado aos cristãos. EdufScar. https://seer.ufrgs.br/organon/article/download/28682/17365
Pinto, M. de R., & Lara, J. E. (2011). As experiências de consumo na perspectiva da teoria da cultura do consumo: Identificando possíveis interlocuções e propondo uma agenda de pesquisa. Cadernos EBAPE.BR. http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/cadernosebape/article/view/5190
Rocha, E., & Barros, C. (2006). Dimensões culturais do marketing: Teoria antropológica, etnografia e comportamento do consumidor. RAE – Revista de Administração de Empresas, 46(4).
Rocha, R. L. M. (2009). Dá-me tua rebeldia que eu te compro uns belos sapatos: O “ser admirável” como moeda midiática de troca. Famecos, 17(38), 21–27.
Rosa, A., Hamza, K. M., & Sandes, F. S. (2024). A influência do ativismo de marca no comportamento do consumidor: Uma revisão sistemática de literatura. In Anais do XLVIII EnANPAD 2024. Florianópolis, SC.
Sahlins, M. (2006). Cultura e razão prática. Zahar.
Slater, D. (2002). Cultura, consumo e modernidade. Nobel.
Veblen, T. (1983). A teoria da classe ociosa. Pioneira.
Vygotski, L. S. (1991). A formação social da mente. Martins Fontes.
Wittgenstein, L. (2005). Investigações filosóficas (3rd ed.). Vozes.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
I (we) submit this article which is original and unpublished, of my (our) own authorship, to the evaluation of the Veredas do Direito Journal, and agree that the related copyrights will become exclusive property of the Journal, being prohibited any partial or total copy in any other part or other printed or online communication vehicle dissociated from the Veredas do Direito Journal, without the necessary and prior authorization that should be requested in writing to Editor in Chief. I (we) also declare that there is no conflict of interest between the articles theme, the author (s) and enterprises, institutions or individuals.
I (we) recognize that the Veredas do Direito Journal is licensed under a CREATIVE COMMONS LICENSE.
Licença Creative Commons Attribution 3.0


