DESIGUALDADES TERRITORIAIS NO ACESSO À ATENÇÃO ESPECIALIZADA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E SUA RELAÇÃO COM O TEMPO DE ESPERA, A CONTINUIDADE DO CUIDADO E OS DESFECHOS ASSISTENCIAIS

Authors

DOI:

https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8315

Keywords:

Acesso aos Serviços de Saúde, Atenção Secundária à Saúde, Disparidades nos Níveis de Saúde, Continuidade da Assistência ao Paciente, Listas de Espera

Abstract

Analisar as desigualdades territoriais no acesso à atenção especializada no Sistema Único de Saúde e sua relação com o tempo de espera, a continuidade do cuidado e os desfechos assistenciais. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, contemplando as bases Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, além da Scientific Electronic Library Online e da PubMed. Também foram consultados portais oficiais para identificação de políticas públicas, portarias e documentos institucionais relacionados à regionalização e à regulação assistencial. As buscas utilizaram descritores controlados dos Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2026, disponíveis integralmente em português, inglês ou espanhol e compatíveis com o objetivo proposto. Os resultados mostraram que a concentração dos serviços especializados, as longas distâncias, as dificuldades de transporte, a insuficiência da capacidade instalada e as fragilidades regulatórias produzem percursos assistenciais desiguais. Foram identificados tempos de espera superiores a mil dias em encaminhamentos especializados, absenteísmo de 38,6% e diferenças regionais na espera por cirurgia, com repercussões negativas na qualidade de vida. Na assistência obstétrica, o deslocamento médio aumentou de 54,0 para 70,8 quilômetros, sendo ainda maior entre mulheres com morte materna ou neonatal registrada. Na atenção às condições sensíveis ao atendimento de emergência, 69,7% dos municípios com concentração crescente dessas ocorrências estavam a mais de 180 minutos do hospital mais próximo. Conclui-se que o acesso não pode ser avaliado apenas pela disponibilização da vaga, pois depende da conclusão do percurso terapêutico em tempo clinicamente adequado, da comunicação entre os níveis assistenciais e da capacidade regional de acompanhar as solicitações. A equidade requer planejamento territorial, critérios transparentes de prioridade, integração entre a Atenção Primária à Saúde e a atenção especializada, transporte sanitário e uso qualificado dos dados regulatórios.

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Published

2026-09-11

How to Cite

Pimentel, W. R., Costa, V. S. da, Viana, N. F. S., Silveira, O. G. da, Moreira, K. M. A., Braga, F. L. de A. e S. C., … Lopes, E. A. de O. (2026). DESIGUALDADES TERRITORIAIS NO ACESSO À ATENÇÃO ESPECIALIZADA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E SUA RELAÇÃO COM O TEMPO DE ESPERA, A CONTINUIDADE DO CUIDADO E OS DESFECHOS ASSISTENCIAIS. Veredas Do Direito, 23(16), e238315. https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8315