TÉCNICAS DE CONFEITARIA NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DO ABACATAL, ANANINDEUA, PARÁ: RELATO DE EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8186Keywords:
Extensão Universitária, Confeitaria, Comunidade Quilombola, Habilidades Culinárias, Geração de RendaAbstract
Este artigo relata e analisa uma experiência de extensão universitária voltada ao ensino de técnicas de confeitaria na Comunidade Quilombola do Abacatal, em Ananindeua, Pará. Trata-se de um relato descritivo desenvolvido durante cinco dias por estudantes de Gastronomia, com participação direta dos moradores. Os encontros reuniram orientações sobre boas práticas de manipulação de alimentos, demonstrações técnicas e oficinas de preparo de massas, recheios, coberturas, brigadeiros gourmet, montagem e decoração de bolos, com uso de ingredientes regionais e inclusão de uma formulação sem lactose. A experiência foi acompanhada por observação direta da participação, das dúvidas, do interesse pelas técnicas e das intenções verbalizadas de reproduzir ou comercializar os produtos. Durante as atividades, foram observados envolvimento dos participantes, troca de saberes e interesse pela aplicação das preparações no cotidiano. As fichas técnicas distribuídas ao final ofereceram apoio à reprodução e à padronização das receitas. A utilização de cupuaçu e castanhas aproximou as oficinas das referências alimentares regionais, enquanto a discussão sobre comercialização evidenciou a necessidade de articular capacitação técnica, custos, precificação, segurança sanitária e acompanhamento continuado. Conclui-se que oficinas de confeitaria podem fortalecer a formação técnica, valorizar conhecimentos e ingredientes locais e ampliar o diálogo entre universidade e comunidade, desde que ações futuras incorporem avaliação sistemática e mecanismos de escuta dos participantes.
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