GAMIFICAÇÃO, APRENDIZAGEM BASEADA EM DESAFIOS E TECNOLOGIAS EMERGENTES NA EDUCAÇÃO: CONDIÇÕES PEDAGÓGICAS, CURRICULARES E INSTITUCIONAIS PARA A APRENDIZAGEM
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8101Keywords:
Gamificação, Aprendizagem Baseada em Desafios, Tecnologias Emergentes, Motivação, Aprendizagem, Integração CurricularAbstract
A incorporação de metodologias ativas e tecnologias emergentes ao contexto educacional tem ampliado as possibilidades de organização das experiências de aprendizagem, mas também suscitado questionamentos acerca de suas condições de efetividade, especialmente quanto à motivação, ao engajamento, ao protagonismo discente e à integração curricular. Este estudo analisa de que maneira a gamificação e a Aprendizagem Baseada em Desafios, articuladas a tecnologias emergentes, podem contribuir para a motivação e a aprendizagem dos estudantes, bem como identifica os principais desafios relacionados à sua integração ao currículo escolar. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, orientada pelas recomendações do PRISMA 2020, realizada a partir de buscas no Google Acadêmico, Portal de Periódicos CAPES, SciELO e Directory of Open Access Journals (DOAJ), contemplando publicações de 2019 a 2026. Após as etapas de identificação, triagem e elegibilidade, foram incluídos 17 estudos no corpus analítico, posteriormente submetidos à leitura integral, extração sistematizada e análise temática. Os resultados evidenciam que a gamificação apresenta potencial para favorecer motivação, participação, feedback e engajamento, enquanto a Aprendizagem Baseada em Desafios amplia possibilidades de investigação, colaboração, resolução de problemas e protagonismo. As tecnologias emergentes, por sua vez, podem ampliar a interatividade, a personalização e as possibilidades de aprendizagem, desde que articuladas a objetivos pedagógicos e curriculares claramente definidos. A análise demonstra, contudo, que tais efeitos não decorrem da utilização isolada das tecnologias, sendo condicionados pelo design pedagógico, pela mediação docente, pela integração curricular, pela formação profissional, pela infraestrutura, pela acessibilidade, pela equidade e por aspectos éticos. Conclui-se que a inovação educacional não se estabelece pela adoção instrumental de recursos tecnológicos, mas pela articulação entre tecnologia, intencionalidade pedagógica, mediação docente e condições institucionais, indicando a necessidade de investigações longitudinais e de delineamentos metodológicos mais robustos para avaliar a sustentabilidade dos efeitos identificados.
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