TRATAMENTO DA MORDIDA CRUZADA POSTERIOR NA DENTIÇÃO DECIDUA E MISTA

Authors

  • Julia Yanes Moia Vivan
  • Maria Karla Indrina Morais
  • Jullia da Aparecida Martins
  • Maxwell de Sousa Guimarães
  • Maria Julia Marques Cruz Bogéa
  • Chiara Ulhiana Cypriani da Silva
  • Jessé de Castro Figueiredo
  • Fernanda Pennachin P. S. Veiga

DOI:

https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8085

Keywords:

Mordida Cruzada Posterior, Odontopediatria, Dentição Mista, Dentição Decídua, Expansão Rápida da Maxila

Abstract

Contexto: A mordida cruzada posterior (MCP) é uma maloclusão transversal frequente na infância que, se não tratada precocemente, compromete o desenvolvimento estomatognático, a força da mordida e a cinemática mandibular. Os avanços no diagnóstico digital e as novas abordagens terapêuticas impulsionam a busca por condutas mais eficazes e estáveis para pacientes odontopediátricos. Objetivos: Sumarizar evidências científicas modernas sobre o diagnóstico, o impacto funcional, o potencial de autocorreção, a eficácia comparativa entre a expansão rápida da maxila (RME) e alinhadores, além da estabilidade a longo prazo da MCP nas dentições decídua e mista. Métodos: Revisão bibliográfica narrativa realizada com descritores específicos nas bases de dados, incluindo artigos na íntegra em português e inglês publicados entre 2019 e 2024, selecionados por meio de triagem e coleta descritiva de evidências. Resultados: A análise digital via Wala Ridge confirmou alta precisão diagnóstica (R = 0,995) para identificar o déficit esquelético na MCP (média de -2,8 mm). A maloclusão reduz a eficiência mastigatória e a atividade muscular. A autocorreção espontânea ocorreu em 43,6% dos casos na dentição mista, limitada a alterações dentárias leves. O expansor RME superou os alinhadores em ganho palatino (532 mm³ vs. 244 mm³) e expansão corpórea, evitando a inclinação vestibular comum aos alinhadores. A recidiva atingiu 19,5% dos pacientes, com maior estabilidade no protocolo RME. Conclusão: O diagnóstico via Wala Ridge diferencia com precisão alterações esqueléticas e dentárias. Embora casos leves apresentem potencial de autocorreção, a maloclusão impacta significativamente a função mastigatória. A RME permanece como padrão-ouro para correções esqueléticas devido ao elevado ganho palatino e estabilidade superior, enquanto alinhadores promovem alterações predominantemente dentoalveolares. A taxa de recidiva (~20%) reforça a necessidade de sobrecorreção e acompanhamento pós-tratamento.

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Published

2026-08-20

How to Cite

Vivan, J. Y. M., Morais, M. K. I., Martins, J. da A., Guimarães, M. de S., Bogéa, M. J. M. C., Silva, C. U. C. da, … Veiga, F. P. P. S. (2026). TRATAMENTO DA MORDIDA CRUZADA POSTERIOR NA DENTIÇÃO DECIDUA E MISTA. Veredas Do Direito, 23(14), e238085. https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8085