ABORDAGEM DIAGNÓSTICA DA MIOCARDITE AGUDA NA EMERGÊNCIA

Authors

  • Arthur Tavares Cardoso
  • Maria Eduarda Oliveira Abatt
  • Hellen Marins Lopes Ayd
  • Rafaela Dutra Silveira
  • Stella Louise Almqvist
  • Beatriz Barifaldi Hirs Quintiere
  • Edvalda Grazielly Freitas Vidal Ressurreição
  • Brenda Steffane Viana Vasconcelos
  • Eva Santos Andrade
  • Bruno Yuji Hamaoka de Melo
  • Raquel Manfredini Lopes

DOI:

https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8018

Keywords:

Miocardite, Emergências Médico-Hospitalares, Diagnóstico Clínico, Ressonância Magnética, Biomarcadores

Abstract

Introdução: A miocardite aguda apresenta um amplo espectro clínico no cenário da emergência, mimetizando frequentemente síndromes coronarianas agudas. Além das etiologias virais clássicas, destacam-se atualmente a infecção por SARS-CoV-2 e a imunocardiotoxicidade induzida por inibidores de immune checkpoint (ICI). Objetivo: Revisar a abordagem diagnóstica e as inovações propedêuticas da miocardite aguda no pronto-socorro. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa realizada na base de dados PubMed (período de 2021 a 2025), utilizando-se os descritores "Myocarditis" e "Emergencies". Resultados e Discussão: A avaliação emergencial fundamenta-se na integração multimodal. Troponinas de alta sensibilidade confirmam a lesão miocárdica, ao passo que alterações eletrocardiográficas (como o alargamento do complexo QRS) e a disfunção sistólica ao ecocardiograma correlacionam-se ao prognóstico. A ressonância magnética cardíaca (RMC), fundamentada nos Critérios de Lake Louise, consolida-se como o padrão-ouro não invasivo por identificar edema e realce tardio por gadolínio (LGE); o padrão mesocárdico ou anterosseptal é preditor de eventos adversos. A biópsia endomiocárdica (BEM) reserva-se a quadros fulminantes, refratários ou suspeita de etiologias que demandem imunossupressão precoce (ex.: células gigantes, ICI). Biomarcadores moleculares promissores (como o microRNA hsa-Chr8:96 e a expressão de c-Met em linfócitos T) e o FDG-PET surgem para aprimorar a diferenciação com o infarto agudo do miocárdio, sem a necessidade inicial de procedimentos invasivos. Conclusão: O manejo inicial evoluiu para uma propedêutica integrada. A incorporação de sequências avançadas de imagem e painéis moleculares visa elevar a precisão diagnóstica, reduzindo exames invasivos e otimizando a estratificação de risco na emergência.

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Published

2026-08-17

How to Cite

Cardoso, A. T., Abatt, M. E. O., Ayd, H. M. L., Silveira, R. D., Almqvist, S. L., Quintiere, B. B. H., … Lopes, R. M. (2026). ABORDAGEM DIAGNÓSTICA DA MIOCARDITE AGUDA NA EMERGÊNCIA. Veredas Do Direito, 23(14), e238018. https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8018