PROTOCOLOS CLÍNICOS E AVANÇOS NO TRATAMENTO DA ANEMIA FALCIFORME EM PACIENTES PEDIÁTRICOS

Authors

  • Fernando Malachias de Andrade Bergamo
  • Cayo Santos Pinheiro
  • Maria Clara Rizzuto Figueiredo
  • Taizys Camila Bezerra de Sousa Félix
  • Eduarda Monteiro Santos
  • Rafael Aguiar Loyola
  • Isabela Santos Milhomem
  • Luiz Felipe Scanapieco Leone Gonçalves
  • Evelyn Cristine Nascimento
  • Débora Denyse Rodrigues Pereira Cruz
  • Rhute Tayane de Santana
  • Lydia Dayana Meneses Frota Duarte
  • Thayna Gomes de Andrade

DOI:

https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8003

Keywords:

Anemia Falciforme, Pediatria, Protocolos Clínicos, Terapia Gênica, Prevenção

Abstract

A anemia falciforme (AF) é uma desordem genética grave de elevada prevalência, decorrente de uma mutação pontual no gene da beta-globina (HBB; c.20A>T, p.Glu7Val). Em condições de desoxigenação, a hemoglobina falciforme (HbS) polimeriza-se, deflagrando deformação eritrocitária, vaso-oclusão crônica e hemólise intravascular, o que gera danos multissistêmicos em populações pediátricas. Embora a triagem neonatal universal, a antibioticoprofilaxia com penicilina e a imunização contra patógenos encapsulados tenham reduzido drasticamente a mortalidade infantil, métricas de qualidade revelam gargalos operacionais expressivos, como a baixa adesão à quimioprofilaxia de longo prazo (15,5%–22,2%) e o alcance reduzido do rastreamento anual por Doppler transcraniano. A hidroxiureia consolida-se como o pilar modificador da doença através da indução de hemoglobina fetal (HbF). Novas entidades terapêuticas, como L-glutamina, crizanlizumabe e voxelotor, enriquecem o arsenal terapêutico. Frente a intercorrências agudas graves (crises vaso-oclusivas, síndrome torácica aguda e AVC), analgesia ágil e protocolos de transfusões e eritrocitaférese são fundamentais. No âmbito curativo, o transplante de células-tronco hematopoéticas alogênico apresenta elevada sobrevida livre de eventos em doadores HLA-compatíveis, enquanto a adição gênica lentiviral autóloga e a edição genômica via CRISPR-Cas9 direcionada ao BCL11A oferecem remissão clínica sem o risco de doença do enxerto contra o hospedeiro. Superar as assimetrias no acesso ao manejo especializado e às diretrizes preventivas é essencial para otimizar os desfechos pediátricos, enquanto a transposição de terapias gênicas biotecnológicas de alto custo para a prática clínica equitativa permanece como o desafio definitivo.

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Published

2026-08-17

How to Cite

Bergamo, F. M. de A., Pinheiro, C. S., Figueiredo, M. C. R., Félix, T. C. B. de S., Santos, E. M., Loyola, R. A., … Andrade, T. G. de. (2026). PROTOCOLOS CLÍNICOS E AVANÇOS NO TRATAMENTO DA ANEMIA FALCIFORME EM PACIENTES PEDIÁTRICOS. Veredas Do Direito, 23(14), e238003. https://doi.org/10.18623/rvd.v23.8003