“QUEM FORMA SE FORMA E (RE)FORMA”: MOVIMENTO DIALÉTICO DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS NA FORMAÇÃO DOCENTE À LUZ DE PAULO FREIRE
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.7437Keywords:
Formação Docente, Paulo Freire, Práxis Educativa, Formação PermanenteAbstract
As transformações sociais, culturais e educacionais contemporâneas têm ampliado o debate sobre a formação docente, evidenciando a necessidade de superar modelos transmissivos de ensino e fortalecer práticas pedagógicas fundamentadas no diálogo, na reflexão crítica e na construção coletiva do conhecimento. Nesse contexto, o pensamento de Paulo Freire permanece como uma referência para compreender a docência como um processo permanente de aprendizagem, no qual ensinar, aprender, formar-se e transformar-se constituem dimensões indissociáveis da prática educativa. O presente artigo tem como objeto de pesquisa o movimento dialético das práticas educativas na formação docente à luz do pensamento de Paulo Freire, considerando a formação como um processo contínuo de construção, reconstrução e ressignificação da prática pedagógica. A investigação parte da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira o movimento dialético das práticas educativas, fundamentado no pensamento de Paulo Freire, contribui para compreender a formação docente como um processo permanente de formação, autoformação e (re)formação? Teoricamente, fizemos uso central das obras de Freire (1992; 1997; 2000; 2014a; 2014b; 2014c), dialogando com Nóvoa (1997; 2005; 2009), hooks (2010; 2013), Schön (1984; 1987), Libâneo (2010; 2020), Tardif (2014), Tardif e Lessard (2008), Arroyo (2013; 2014), Giroux (2011), Saviani (2008; 2011), Zeichner e Liston (2013), entre outros. A pesquisa é qualitativa (Minayo, 2007), descritiva e bibliográfica (Gil, 2008), com o viés analítico compreensivo (Weber, 1949). Os resultados da pesquisa evidenciaram que a formação docente, na perspectiva freireana, constitui um processo permanente de formação, autoformação e (re)formação, desenvolvido por meio da articulação entre diálogo, problematização, conscientização e práxis. Constatou-se, ainda, que esse percurso fortalece a autonomia, a amorosidade, a identidade profissional e o compromisso ético-político do educador, reafirmando a docência como uma prática crítica, coletiva e permanentemente reconstruída diante da realidade.
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