“QUEM FORMA SE FORMA E (RE)FORMA”: MOVIMENTO DIALÉTICO DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS NA FORMAÇÃO DOCENTE À LUZ DE PAULO FREIRE

Authors

  • José Neto de Oliveira Felippe
  • Ana Cláudia Afonso Valladares-Torres
  • Terezinha Sirley Ribeiro Sousa
  • Lívia Ledier Felix Vieira
  • Thiago Cedrez da Silva
  • Quesia Guedes da Silva Castilho
  • Jorge Luiz Chaves Bandeira
  • José Carlos da Silva Júnior
  • Matheus Nunes dos Santos
  • Luiz Antonio Xavier Dias
  • Rachel Gomes Eleutério
  • José Lúcio Pádua Gemeinder
  • Ruy Martins dos Santos Batista
  • Josete Gomes de Oliveira Macêdo
  • Rayner Raulino e Silva
  • Joselene Granja Costa Castro Lima
  • Luiz Thomaz Sarmento Conceição
  • Sizelandia Marta dos Santos Souza
  • Ana Cristina Melancieri Simão

DOI:

https://doi.org/10.18623/rvd.v23.7437

Keywords:

Formação Docente, Paulo Freire, Práxis Educativa, Formação Permanente

Abstract

As transformações sociais, culturais e educacionais contemporâneas têm ampliado o debate sobre a formação docente, evidenciando a necessidade de superar modelos transmissivos de ensino e fortalecer práticas pedagógicas fundamentadas no diálogo, na reflexão crítica e na construção coletiva do conhecimento. Nesse contexto, o pensamento de Paulo Freire permanece como uma referência para compreender a docência como um processo permanente de aprendizagem, no qual ensinar, aprender, formar-se e transformar-se constituem dimensões indissociáveis da prática educativa. O presente artigo tem como objeto de pesquisa o movimento dialético das práticas educativas na formação docente à luz do pensamento de Paulo Freire, considerando a formação como um processo contínuo de construção, reconstrução e ressignificação da prática pedagógica. A investigação parte da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira o movimento dialético das práticas educativas, fundamentado no pensamento de Paulo Freire, contribui para compreender a formação docente como um processo permanente de formação, autoformação e (re)formação? Teoricamente, fizemos uso central das obras de Freire (1992; 1997; 2000; 2014a; 2014b; 2014c), dialogando com Nóvoa (1997; 2005; 2009), hooks (2010; 2013), Schön (1984; 1987), Libâneo (2010; 2020), Tardif (2014), Tardif e Lessard (2008), Arroyo (2013; 2014), Giroux (2011), Saviani (2008; 2011), Zeichner e Liston (2013), entre outros. A pesquisa é qualitativa (Minayo, 2007), descritiva e bibliográfica (Gil, 2008), com o viés analítico compreensivo (Weber, 1949). Os resultados da pesquisa evidenciaram que a formação docente, na perspectiva freireana, constitui um processo permanente de formação, autoformação e (re)formação, desenvolvido por meio da articulação entre diálogo, problematização, conscientização e práxis. Constatou-se, ainda, que esse percurso fortalece a autonomia, a amorosidade, a identidade profissional e o compromisso ético-político do educador, reafirmando a docência como uma prática crítica, coletiva e permanentemente reconstruída diante da realidade.

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Published

2026-07-10

How to Cite

Felippe, J. N. de O., Valladares-Torres, A. C. A., Sousa, T. S. R., Vieira, L. L. F., Silva, T. C. da, Castilho, Q. G. da S., … Simão, A. C. M. (2026). “QUEM FORMA SE FORMA E (RE)FORMA”: MOVIMENTO DIALÉTICO DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS NA FORMAÇÃO DOCENTE À LUZ DE PAULO FREIRE. Veredas Do Direito, 23(11), e237437. https://doi.org/10.18623/rvd.v23.7437