ENTRE EMANCIPAÇÃO E CONTROLE: AS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS DO CLUBE DE LETRAMENTO MATEMÁTICO SOB A LÓGICA DO CONTROLE TÉCNICO
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.7413Keywords:
Controle Técnico, Autonomia Regulada, Letramento Matemático, Currículo, Educação MatemáticaAbstract
Este estudo analisa o Clube de Letramento Matemático (CLM), no âmbito do Programa Escola das Adolescências, investigando as tensões entre seus dispositivos formativos e os mecanismos de controle técnico que orientam sua implementação. Fundamentado na Teoria Crítica da Educação, com base em autores como Apple, Adorno e Freire, o trabalho adota uma abordagem qualitativa de natureza teórico-analítica articulada à experiência docente na aplicação das sequências didáticas 1 a 8 em turmas de 6º ano na rede pública de Fortaleza. Os resultados evidenciam que, embora o CLM apresente potencial emancipatório ao favorecer práticas colaborativas, o engajamento discente e a ressignificação do erro, tais dimensões encontram-se circunscritas a uma estrutura curricular padronizada. Constatou-se que instrumentos como o Caderno de Registro e a Memória Coletiva operam sob a lógica da autonomia regulada, predefinindo tempos pedagógicos, caminhos de resolução e modos de produção do conhecimento, o que gera barreiras de acessibilidade cognitiva frente aos pressupostos da Educação Inclusiva. Conclui-se que o programa se configura como uma política contraditória, sendo emancipatório nos processos interacionais, mas predominantemente regulador em sua organização curricular.
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