PEDAGOGIA DECOLONIAL: LUTAS, REFLEXÃO-AÇÃO E INSURGÊNCIA PEDAGÓGICA NA FORMAÇÃO DOCENTE E NAS PRÁTICAS EDUCATIVAS PARA RESISTIR, (RE)EXISTIR E (RE)VIVER
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.7343Keywords:
Pedagogia Decolonial, Formação Docente, Práticas Educativas, Justiça CognitivaAbstract
As discussões sobre decolonialidade têm ocupado um lugar cada vez mais relevante no campo educacional ao questionarem a permanência de estruturas coloniais que continuam organizando os currículos, as práticas pedagógicas e a produção do conhecimento. Nesse contexto, a pedagogia decolonial propõe a valorização de saberes historicamente silenciados e a construção de processos formativos comprometidos com a justiça social, a pluralidade epistemológica e a transformação das práticas educativas. O presente artigo tem como objeto de pesquisa a pedagogia decolonial, considerando suas contribuições para a formação docente e para a construção de práticas educativas fundamentadas nas lutas, na reflexão-ação e na insurgência pedagógica como estratégias de resistência, (re)existência e (re)vivência diante da colonialidade do saber, do poder e do ser. A investigação parte da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira a pedagogia decolonial contribui para a formação docente e para o desenvolvimento de práticas educativas capazes de promover processos de resistência, (re)existência e (re)vivência frente às permanências da colonialidade na educação? Teoricamente, fizemos uso dos trabalhos de Mignolo (2010; 2012a; 2012b), hooks (2010; 2013), Fanon (2008; 2022), Arroyo (2013), Maldonado-Torres e Mignolo (2008), Quijano (2000; 2005; 2020), Santos (2002; 2014; 2019), Walsh (2013; 2019), Anzaldúa (2022), Anzaldúa e Keating (2015), Dussel (1982; 1993; 2000; 2001; 2007), Freire (1992; 2014a; 2014b; 2014c), Bernardino-Costa, Maldonado-Torres e Grosfoguel (2018), Smith (2007), Mignolo e Walsh (2018), Giroux (1997; 2011; 2024), Apple (2006; 2011; 2019), entre outros. A pesquisa é de cunho qualitativa (Minayo, 2007), descritiva e bibliográfica (Gil, 2008) e com o viés analítico compreensivo (Weber, 1949). Os achados da pesquisa evidenciam que a pedagogia decolonial fortalece a formação docente ao articular justiça social, interculturalidade crítica, pluralidade epistemológica e valorização dos saberes historicamente marginalizados, favorecendo a construção de práticas educativas comprometidas com a superação das permanências da colonialidade. Além disso, demonstram que resistir, (re)existir e (re)viver constituem dimensões indissociáveis de uma ação pedagógica capaz de transformar currículos, práticas escolares e processos formativos, consolidando a educação como espaço permanente de emancipação humana, diálogo intercultural e produção de justiça cognitiva.
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