O PROFESSOR COMO MEDIADOR ENTRE A IDEOLOGIA E A RESISTÊNCIA CULTURAL
DOI:
https://doi.org/10.18623/rvd.v23.7224Keywords:
Currículo Oculto, Resistência Cultural, Mediação DocenteAbstract
Este artigo investiga o papel do professor da Educação Básica como agente mediador entre as determinações estruturais do sistema de ensino e a produção cultural do cotidiano escolar. Sob a premissa de que a escola configura um espaço dinâmico de construção, reprodução e resistência, analisa-se como os docentes articulam prescrições curriculares oficiais e vivências socioculturais dos educandos. O objetivo é compreender as percepções docentes acerca de sua autonomia profissional e de sua capacidade para desenvolver práticas pedagógicas críticas, voltadas à valorização dos saberes discentes, à problematização das desigualdades e à formação cidadã. Metodologicamente, realizou-se pesquisa qualitativa com pedagogos atuantes na Educação Básica, investigando suas percepções e práticas frente à diversidade cultural, autonomia docente e processos educativos inclusivos. Os resultados revelam que a mediação e a resistência docente se materializam em estratégias cotidianas que legitimam os saberes prévios dos estudantes, promovem o diálogo intercultural e estimulam a reflexão crítica. Evidencia-se que, apesar das limitações impostas pelas estruturas institucionais, os participantes empenham-se na criação de alternativas pedagógicas que ampliam a participação discente e a valorização da pluralidade. Conclui-se que um currículo crítico, indissociável de uma práxis autônoma, é indispensável para uma educação democrática, inclusiva e contextualizada.
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